Nós podemos quando ...
Sonhamos sempre
Recomeçamos
Confiamos
Temos coragem
Superamos desafios
Cultivamos boas ideias
Tentamos outra vez
Respeitamos etapas
Acreditamos em nós
Gírias cariocas
"Já é" é o já foi, deixa pra lá, está tudo bem, acabou o assunto. "Suave" é estar tranquilo, na paz, sem estresse.
Essas são algumas das gírias que ouço dos meus alunos quando eles são advertidos de algo. Me quebram. E dependendo do tom da palavra, causa mais irritação ainda.
Em contrapartida, considero que essas palavras se aproximam do "vamos dar uma trégua" ou "Já deu" essa conversa. Cessou! Chega! Isso não vai dar em lugar algum! ...
É uma forma de acabar com um conflito? Por que não? Às vezes nos perdemos numa discussão que nem mesmo sabemos como ela começou. E por pura vaidade, não queremos calar.
Precisamos impor um ponto final para evitar os desgastes da história.
Evitat excessos. Sabe aquela frase: "Menos é mais"? Pois é, isso pode gerar uma grande economia de energia. ter sempre a razão é inútil e perda de tempo.
Ter humildade de parar, mesmo que pense estar com a razão, é sinal de sabedoria.
A vida põe a nossa paciência em xeque a todo momento, por isso vamos explorar mais os "já és" e os "suaves". Eles guardam profundos sentidos e podem nos permitir a simplesmente viver sem querer entender e/ou explicar tudo.
Já é?
Fins de anos
Os anos correm, têm pressa de passar. Corre, muda daqui, contorna dali, respira fundo, muito cuidado para não sincopar.
Ainda assim, planto mansidões, hidratação emocional diária pra os planos não muecharem. É hora das faxinas, jogar tudo de ruim no lixo e tentar reciclar o que ainda pode se tornar proveitoso, isto é, ressignificar e transformar. Renascer para o novo. Deixar o ano que passou no baú das lembranças e o que restar dele, serão prévias de um renovado ano de mansidões.
Que seja sempre assim, com humildade, fé e esperança no ano que irá chegar e que possamos ser sempre melhores que o ano que passou.
Quaresma
Seu Quaresma!!! Assim que meu pai era conhecido. Pelo seu nome de guerra.
Sou católica de família quase toda católica. Seu Quaresma não fez "jus" ao seu nome. Embora tivesse sido criado nesta cultura religiosa, era ubandista desde bem criança.
Embora de religiões diferentes sempre nos respeitamos. Isso nunca foi um problema. Meu pai tinha uma fé admirável e inspiradora, por outro lado, minha mãe também. Cresci nesta dicotomia religiosa e aprendi que sem Deus não somos nada.
Segui com o catolicismo, que historicamente tem suas tristes manchas. Mas qual não as têm?
E seu Quaresma foi meu maior exemplo de que podemos viver numa harmonia religiosa sem ódio e desunião.
Portanto, a Quaresma é para mim, duplamente especial: lembra meu o saudoso pai e marca um dos periodos importante da minha religião.
Por isso, cumpro um pouco o meu dever de cristã, dando meu depoimento e rezando pela boa conversão e paz no mundo. Que a religião de cada um de nós nos guie para o caminho da luz.